I Breathing

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

A viagem - PARTE II

Já começo pedindo desculpas por não econtar antes o restante da minha viagem, que por sinal foi ótima! Acontece que meu pc deu problema e mandei arrumar... por esse motivo, fiquei sem ele por algum tempo, aliás, tempo demais!

Segunda-feira oito e meia da manhã...  levantei, tomei meu café e logo em seguida o primo acordou. Conversamos um pouco e ele me chamou pra sair com ele, ir até a casa de um amigo. Claro que eu aceitei, o que eu menos queria era ficar em casa sem ter o que fazer. Ele já havia preparado a programação do dia, pela manhã íamos na casa de dois amigos, depois íamos almoçar e após o almoço seguiríamos rumo a cachoeira do Mirante.
Pegamos o rumo e fomos pra casa do Juninho que não estava, depois fomos até a casa de um outro que não me recordo o nome e que por sinal também não estava. Fomos então para o restaurante almoçar, o primo é uma ótima companhia, não que a prima não seja, ela é ótima e as conversas são menos restritas, mas ele me faz rir o tempo inteiro e fala bem devagar, é uma belezinha o jeito dele falar.
O passeio da tarde acabou por não dar certo, ele havia feito a inscrição para um curso e ligaram avisando que a palestra sobre o curso seria na parte da tarde. Ele todo sem jeito pediu desculpas, pediu que eu não ficasse brava. Fazer o que né, era a carreira dele ou eu... me sentiria péssima se algo desse errado pra ele!
Na parte da tarde assisti pela 4561789087 vez o filme: Como se fosse a primeira vez, e eu chorei como se eu tivesse assistido pela primeira vez. Ele chegou quando já começava a novela e me carregou pra avenida principal. Tomamos açaí e conversamos um pouco, depois, passamos lá no bordado, ele me deixou lá e foi embora.
Fui pra casa com a prima e os tios, jantamos e saí com a prima novamente. Ficamos pouco porque nada fica aberto até muito tarde, principalmente em plena segunda-feira.
Na terça assim que acordei, o primo já me intimou pra irmos pra cachoeira. Nem titubeei, fui logo colocar o traje de banho e passar o protetor solar. Era o dia da partida, até pensei que era melhor não ir, mas a vontade venceu.
Imaginem que até me aventurei a andar de moto com o Fábio. Nossa, foi MARAVILHOSO!!! Andei na estrada de braços abertos, sentindo a brisa no rosto e nos cabelos... foi uma das melhores sensações da minha vida.
Lá na cachoeira acabei por torcer o pé pela 13561372 vez... (Pensamento: "Isso de torcer o pé já virou rotina!") ele quis voltar, mas o sangue tava quente, dava pra aguentar. Ficamos pouco lá, ele tinha que voltar cedo pra levar a Flá em São José do Rio Pardo. E quase não deu tempo, almoçamos e seguimos pra São José.
Enquanto ela foi pro compromisso dela, ele e eu ficamos andando pela cidade. Conhecemos tudo em dez minutos... em cidade pequena, quando se conhece a igreja que fica na praça da avenida principal, se conhece tudo!
Quando chegamos em casa, meu pé estava completamente inchado. Tive que esquecer a dor e me arrumar com urgência pra não pegar o ônibus muito tarde. A passagem foi emitida as 16h35 para o ônibus das 18h50, não tinha nada para antes disso, a rodoviária estava lotada. Fomos visitar dois casais amigos dos tios nesse meio tempo e cheguei na rodoviária faltando 7 minutos pro ônibus partir.
A volta foi tranquila, dormi quase todo o trajeto. Nunca fui pra tantos lugares em uma só viagem e não me esquecerei tão logo de todos os momentos maravilhosos que passei naquela cidadezinha pacata do interior.
Passagem = R$ 76 - Gastos fora do orçamento = R$ 200 - Matar a saudade da família = R$ NÃO TEM PREÇO!!!

sábado, fevereiro 05, 2011

A viagem - PARTE I


Sou bailarina gira mundo...
 Fiz aquela viagem que há tempos esperava. Nada saiu como o planejado. Por mais que se faça uma viagem para um mesmo lugar, nenhuma é igual a anterior.
Ao sair do trabalho na sexta 21/01, fui encontrar o Oldair, ele tinha uma encomenda para o tio. Só consegui embarcar no ônibus das 17h30. A poltrona de numero 27 demarcava o local do desespero que duraria quatro longas horas. A janela me permitia ver o trânsito tranqüilo, ao contrário da pista do outro lado da Marginal. A maioria das pessoas preferem a praia.
Pois bem, sempre gostei de ser do contra, segui rumo ao interior de Sampa, já divisa com Minas Gerais. A família me esperava, a viagem havia sido combinada desde o mês anterior.
Cheguei às 21h30 na rodoviária de São João da Boa Vista. Como pegamos chuva intensa na parada em Campinas, a viagem acabou por atrasar. Meu desespero era visível, aliás, toda e qualquer emoção que eu sinto é visível em meu semblante, sou um poço de espontaneidade e sinceridade, nada passa despercebido.
Não preguei os olhos durante todo o trajeto, e não foi por falta de vontade. Sentado na poltrona atrás de mim, havia um senhor que falava mais que o homem da cobra e finalmente quando decidiu calar-se, como num transe ele dormiu e roncou mais que um porco velho antes do abate.
Foi a viagem mais longa e chata e cansativa que já fiz, não vou me esquecer deste episódio tão logo!
Os tios foram me buscar na rodoviária... agora sim a viagem começou.
Quando chegamos na casa nova, a prima Flávia me deu um longo abraço, naquele momento senti que um abraço preenche qualquer vazio de saudade, mesmo que ela volte a existir. O primo não estava, imagine que quando eu vou vê-lo, ele vem pra SP!!!
Sábado pela manhã, fomos pra loja deles que faz bordados pra toda a cidade e região. “Merchandising Barato”. Fiquei por lá pouco tempo, mas o suficiente pra voltar pra casa cansada da monotonia daquele lugar que eu ansiava para retornar, sempre e cada vez mais.
Resolvemos ir dar uma volta na avenida, a prima e eu. Bebi dois dedinhos de uma bebida lá que vou te contar. Tomamos um açaí e andamos mais. Ficamos conversando um bom tempo até que voltamos. O primo tava lá, deitado no colchão no chão da sala, acreditem que ele cedeu a própria cama pra mim! A saudade era gigante, conversamos muito, até as 3h da madrugada. Baqueados de sono, eu fui para o quarto e o deixei dormir já que a manhã seguinte prometia ser agitada.
Fomos pra Poços de Caldas no domingo pela manhã, passeamos no Morro dos Macacos e na Fonte dos Amores. Conheci a fonte de águas termais que sai água quente e tem cheiro de enxofre, fica no meio da praça em Poços.
Lá, fomos num restaurante e a comida ficou conversando comigo a tarde inteira. Quando voltamos pra São João, a cabeça já estava latejando, eu precisava fazer a comida conversar com o vaso na maior urgência... foi o que fiz!
Tomei um efervescente e fui dormir um pouco. Quando acordei, a prima Lilian estava lá com o namorado, o Miltinho. Conversamos bem pouco já que o namorado da prima precisava deixá-la em casa antes de partir rumo a cidade vizinha onde ele mora.
Lá não era feriado! Definitivamente eu ficaria naquela pacata cidade sem ter o que fazer!