Eu nem cheguei a comentar que iniciei um namoro. Sim, hoje faz cinco meses que estamos juntos, ou quase, se não fosse toda a distância que se instala entre a gente e insiste em ficar inerte. Minha vontade às vezes é de largar tudo e ir ao encontro dele, e fico triste quando chego a imaginar a possibilidade de ficarmos longe por mais tempo. Outras vezes eu fico pensando como isso é possível? E outras, me pego respondendo minhas perguntas!
Foram várias as vezes que ficamos nos fitando de longe, foram várias as olhadas não correspondidas, eu ficava toda sem graça e sem reação. Minha mãe percebeu, minha tia percebeu, minha família inteira percebeu... e eu ali tentando me livrar do olhar das pessoas que riam e comentavam e me faziam sentir uma completa retardada por não aceitar!
E eu lembro que não era necessário mais que um olhar, pois as palavras não cabiam ali "naqueles momentos". E foi apenas uma única conversa que tivemos na escada da igreja, uns cinco minutos talvez... foi a primeira vez que lhe olhei dentro dos olhos e tive a certeza do seu interesse.
Naquele dia, eu tremi toda, dos pés à cabeça, e nem sabia o motivo. Eu não esperava que ele pudesse estar interessado, ou esperava, mas eu não estava. Poderia ficar quem sabe, depois de uns tapas na cara pra acordar! Sim, me fiz acordar e raciocinar para que eu não começasse a sonhar e não viesse quebrar a cara de novo.
Não passou muito tempo e ele sumiu. Tive a certeza de que não era pra ser, me agradeci por não ter me deixado levar, afinal, o momento não era apropriado, não havia muito tempo que eu tinha terminado um relacionamento que me fez sofer demais, e como amar dói. Então eu não me sentia pronta para começar tudo do zero e talvez sofrer outra vez, ou sei lá o que poderia ter acontecido.
Passado algum tempo, ele voltou e eu senti meu corpo reagir a presença daquele estranho, até soltei algo como: - Nossa, quanto tempo? Putz, ele deve me achar uma completa idiota! Foi aí que começaram as olhadelas, essas correspondidas, quando eu já estava disposta a reconhecer e demonstrar que estava ali, pronta para permitir que algo acontecesse... e nesse momento, ele sumiu outra vez.
Definitivamente não era pra ser!!!
Alguns meses depois, eu o encontrei numa rede de relacionamentos, o tal do Facebook, ele comentou a foto do meu primo. Não pensei duas vezes para adicioná-lo, nem me importei com o fato de que eu "nunca" entrava lá. E foi assim, como se o destino tivesse me pregado uma peça, em uma semana eu acho, entrei lá outra vez só porque uma colega do trabalho insistiu muito pra eu adicioná-la, nessa hora eu vi que ele tinha respondido.
Primeiro o pedido: adicionar no MSN, bah, esse eu usava com frequência... primeira conversa: o pedido de namoro as 16h51 do dia 29 de abril de 2012 horário de Brasília, e eu disse sim! Dez dias depois, ele me pediu em casamento... (será que já posso dizer que sou noiva? rsrs) desde então, comemoro sozinha essas datas que fazem algum sentido pra mim!
Ainda que eu assuma que sou grossa, que sou uma ogra, ainda que eu viva repetindo que não gosto de nhem nhem nhem... eu lembro datas. É como inflar o ego, é como fazer com que tudo se torne mais especial! O que eu não gosto é de babação, daquela coisa de querer me obrigar saber as coisas, esquecer faz parte do ser humano, não reconhecer a riqueza de detalhes faz parte do meu eu, mas lembrar datas, bah, isso eu lembro, meu coração insiste em lembrá-las... pelo menos as que me importam.

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