I Breathing

domingo, outubro 24, 2010

Invasor de Pensamento

Me encontro cada vez que olho aquela tua foto velha invadindo e avisando tua chegada no msn. Me perco em cada palavra que leio das tuas escritas.
Não sei o que dizer, nem o que responder, não sei nada. É como se eu ficasse burra de uma hora pra outra. Como se eu tivesse tomado uma poção do esquecimento. Nada mais importa, nem eu mesma.
E a cada conversa faço questão de morrer um pouco.
Morrer é uma piada mal contada e fora de hora. É deixar a lembrança. É olhar para o calendário e ver não apenas uma data, mas aquela data. É lembrar que o cheiro do travesseiro um dia vai acabar porque a velhice vai tirar o perfume da pessoa que dormia ali.
Morrer é sacrificar um dia no ano e pra cada morte um sacrifício. Já morri umas mil vezes desde que te conheci e te matei umas mil vezes também, só ainda não me acostumei com a tua ausência aqui dentro!
E a cada suicídio ou assassinato, eu tento fazer os remendos das nossas mortes com a linha de costura daquele tear. Apenas para que você viva e eu possa te amar só mais um pouquinho. Apenas para que eu viva e possa sentir teu desamor mais um pouquinho.
Eu sempre quis viver ai dentro, mas nunca consegui porque a gente nunca escolhe dentro de quem vai nascer. Eu nunca quis te matar aqui dentro, só te dou uma poção do amor como numa das histórias de Shakespeare.
Lembro-me que não sou Julieta, mas apenas outra qualquer que não teve o direito de amar o amor. Amou a falta dele, mais que tudo, amou tanto que se esqueceu de tentar ser amada.
Lembro-me que tu não és Romeu, apenas outro qualquer que nunca teve por mim um centímetro de amor. Amou a quem te desamou e esqueceu-se de quem te amou.
E assim os corações vão perdendo a linha, perdendo o prumo, e podem de uma hora pra outra mudar de idéia. Ouvi dizer que o homem deixa de viver não apenas quando morre mas também quando deixa de amar...
... Quem sabe a morte o leve, e com ela o número limitado das batidas de um coração que tem prazo de validade!

domingo, outubro 17, 2010

SEJAMOS INTEIROS!

Levei um banho de água fria pela terceira vez do mesmo cara!
O fato é que minutos depois, encontrei no meu forms: “PRECISO ABRIR MEU CORAÇÃO PARA TI, EMBORA EU TENHA MEDO DE NAO SER TUDO AQUILO QUE VOCE ESPARA E MERECE SAIBA QUE EM ALGUM LUGAR EXISTE UM CARA QUE É COMPLETAMENTE LOUCO E APAIXONADO POR VC”
Nada me tira da cabeça que foi ele quem escreveu, nada! A forma de escrever, as letras em caixa alta é típico dele. E se não foi, já não faz a menor diferença.
Fiquei horas pensando no que estava escrito. Seria uma declaração de amor não expressada? Seria uma forma de me mandar ir à caça da pessoa “certa”? Ainda não sei a resposta e é melhor que seja assim, pois por mais que exista amor ele sempre vai negar tudo mesmo!
A parte que fica martelando é quando ele diz que tem medo de não ser o que eu espero.
Eu nunca disse o que eu espero. Aliás, sempre digo que não espero nada de ninguém pra não correr o risco de me decepcionar depois.
Tem horas que essa frase me intriga de tal forma que me pergunto: Será que ele acredita em metade da laranja? Em um chinelo velho pra um pé descalço? Na tampa da panela?
Por mais romântica que eu seja, nessa hora minha parte realista entra em evidência. Ninguém é metade de ninguém. Somos todos pessoas inteiras e não podemos ser responsáveis pela felicidade de quem quer que seja.
Cada pessoa é unicamente responsável pela própria felicidade. Quem está ao nosso lado apenas nos ajuda a sermos mais felizes, nos ajuda a multiplicarmos as coisas boas, o que nos dá uma falsa sensação de que o que nos faz feliz seja a pessoa e não o que já fizemos, todas as coisas pelas quais lutamos durante muito tempo. As conquistas são frutos do que já plantamos e não foi “a pessoa” que nos trouxe.
Ilusório depositar em alguém a esperança e a responsabilidade da nossa felicidade.
Sejamos completos! Que as laranjas inteiras dêem bons sucos. Que os chinelos velhos sejam apenas uma opção para os pés descalços e que toda panela não precise necessariamente de uma tampa!

sábado, outubro 09, 2010

PAPÉIS TROCADOS

Nunca me importei com a idade do homem em relação à mulher, nem ao contrário, o que contava pra mim na hora de me relacionar era que o homem fosse homem o suficiente para entender que não precisa mandar em mim!
Eu me aproximei, tomei a iniciativa. Sou do tipo que não fica como uma palerma esperando que “ele” (o homem em questão) perceba que estou interessada. Uso minha sutileza, e se “ele” não perceber é o fim.
É claro que não chego na dividida d’uma bola perigosa na área aos 46 do segundo tempo numa final de Campeonato Brasileiro, num jogo até então com placar de 1x0. Eu jamais tentaria um carrinho numa hora dessas mas confesso que não suporto 0x0. Significa que algo deu errado, que emissor + mensagem + receptor não cumpriram seu papel básico de comunicação.
Assim sou eu. Não to nem aí pra regra, o máximo que posso fazer é levar um não.
Dei a entender que “ele” tinha o caminho livre e que poderia investir. Bingo!
Antes do namoro fui bem clara: Gosto de fazer amizades, tenho um amor platônico e não é você, detesto ordens, não preciso de outro pai, não sou uma bonequinha, sou romântica mas não sei agir com romantismo, não me entenda, me ame. Ufa!
Tudo parecia ir muito bem até que ele começou a querer que eu reparasse no seu novo e igual corte de cabelo, no seu novo sapato de modelo velho, na sua camisa nova desbotada, etc etc etc.
Ele reparava em tudo! O que para a maioria das mulheres se compara ao céu. Juras de amor, ligações as 5h30 da manhã pra que eu não perdesse a hora, a data de um mês de namoro, de dois meses e assim sucessivamente. Isso me irritava profundamente. Não o fato “dele” lembrar, mas o fato “dele” querer que eu lembrasse.

Nunca fui boa nisso, porque diabos eu precisava perguntar como foi o dia dele? Geralmente não é ao contrário? Não é a mulher que tem essas atitudes e cobranças? Não é a mulher que tem necessidade de falar sobre seu dia? De ligar pra “ele” lembrando algo?
Fora que começaram as ordens: Não quero que saia com as amigas. Não quero que use essa roupa. Não quero isso, aquilo, e blá blá blá.
Além disso, ele me chamava de bebê. Arg! Com 1,70 de altura e 73 kilos eu me pareço com um? Me chamar de bebê era o começo do fim! E pra acabar de vez com o relacionamento veio a frase divinal: eu juro que tento te entender, mas você é tão diferente das outras! Droga! Qual parte do “NÃO ME ENTENDA” ele não entendeu?
Depois de sete meses veio o fim. Até me espanto ter durado tanto! E “ele” que disse que iria me transformar em alguém mais forte e independente! Quem era o homem da relação? Quem era a mulher?
Sim, algo deu errado. Emissor + mensagem + receptor não cumpriram seu papel básico de comunicação.

domingo, outubro 03, 2010

Idade do pão com ovo

Seu belo corpo sempre percebe quando chega a idade do pão com ovo!
Pense comigo. Aos dez anos de idade, geralmente a gente corre, pula, brinca, dificilmente se cansa e come feito lagarta. Se isso não lhe aconteceu, não se sinta um monstro... só há algo de errado contigo amigo(a), porque quando eu tinha essa idade, meus amigos e eu éramos assim.
A sociedade moderna restringe o melhor da infância das crianças! =/
Pois bem...
Por volta dos catorze anos (o que é normal, antes disso acho bem precoce), começam as paqueras, os namoricos, a vida sexual começa aflorar e até a vida sexual ... oh meu Deus! O sexo começa cada dia mais cedo.
Certo. Entre os vinte e trinta anos, geralmente tem o casamento não generalizando... alguns antes, outros depois. Toda regra tem sua exceção e essa não é uma regra mas é comum acontecer.
Dos trinta aos quarenta começa a preocupação com a barriguinha, com os cabelos brancos que começam a chegar, com todo o resto do cabelo que começam a cair, com a flacidez etc  etc etc.
Entre os quarenta e cinqüenta é a idade de se revelar, de soltar a franga. Se ainda não pintou o cabelo de uma cor bem cheguei, não colocou nenhum piercing, não fez nenhuma tattoo, não transou loucamente com um(a) cara(mina) da balada sem ao menos saber o nome dele(a), é nessa fase que vai fazer tudo isso e sem culpas pois já terá passado quase meio século de vida e os netos não vão querer ouvir estórias da carochinha. Eles querem saber que seus avos eram legais o bastante para entende-los muito melhor que os pais, e continuam sendo mesmo com as broncas e puxões de orelha.
E finalmente chegamos à idade do pão com ovo!
Após os cinqüenta vem as plásticas, consultas com todo tipo de terapeuta por falta de aceitação e depois disso começamos a virar criança outra vez.
Porque idade do pão com ovo?
Porque é uma idade livre... O pão com ovo é livre!
Afinal, todo mundo já comeu ou come, ninguém assume que comeu/come e a melhor parte nunca é durinha como a gente gostaria! O.o