Nunca me importei com a idade do homem em relação à mulher, nem ao contrário, o que contava pra mim na hora de me relacionar era que o homem fosse homem o suficiente para entender que não precisa mandar em mim!
Eu me aproximei, tomei a iniciativa. Sou do tipo que não fica como uma palerma esperando que “ele” (o homem em questão) perceba que estou interessada. Uso minha sutileza, e se “ele” não perceber é o fim.
É claro que não chego na dividida d’uma bola perigosa na área aos 46 do segundo tempo numa final de Campeonato Brasileiro, num jogo até então com placar de 1x0. Eu jamais tentaria um carrinho numa hora dessas mas confesso que não suporto 0x0. Significa que algo deu errado, que emissor + mensagem + receptor não cumpriram seu papel básico de comunicação.
Assim sou eu. Não to nem aí pra regra, o máximo que posso fazer é levar um não.
Dei a entender que “ele” tinha o caminho livre e que poderia investir. Bingo!
Antes do namoro fui bem clara: Gosto de fazer amizades, tenho um amor platônico e não é você, detesto ordens, não preciso de outro pai, não sou uma bonequinha, sou romântica mas não sei agir com romantismo, não me entenda, me ame. Ufa!
Tudo parecia ir muito bem até que ele começou a querer que eu reparasse no seu novo e igual corte de cabelo, no seu novo sapato de modelo velho, na sua camisa nova desbotada, etc etc etc.
Ele reparava em tudo! O que para a maioria das mulheres se compara ao céu. Juras de amor, ligações as 5h30 da manhã pra que eu não perdesse a hora, a data de um mês de namoro, de dois meses e assim sucessivamente. Isso me irritava profundamente. Não o fato “dele” lembrar, mas o fato “dele” querer que eu lembrasse.
Nunca fui boa nisso, porque diabos eu precisava perguntar como foi o dia dele? Geralmente não é ao contrário? Não é a mulher que tem essas atitudes e cobranças? Não é a mulher que tem necessidade de falar sobre seu dia? De ligar pra “ele” lembrando algo?
Fora que começaram as ordens: Não quero que saia com as amigas. Não quero que use essa roupa. Não quero isso, aquilo, e blá blá blá.
Além disso, ele me chamava de bebê. Arg! Com 1,70 de altura e 73 kilos eu me pareço com um? Me chamar de bebê era o começo do fim! E pra acabar de vez com o relacionamento veio a frase divinal: eu juro que tento te entender, mas você é tão diferente das outras! Droga! Qual parte do “NÃO ME ENTENDA” ele não entendeu?
Depois de sete meses veio o fim. Até me espanto ter durado tanto! E “ele” que disse que iria me transformar em alguém mais forte e independente! Quem era o homem da relação? Quem era a mulher?
Sim, algo deu errado. Emissor + mensagem + receptor não cumpriram seu papel básico de comunicação.

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