I Breathing

segunda-feira, maio 16, 2011

Que país é esse?

Não vou dar desculpas pela ausência, apenas dizer que este texto é totalmente diferente de tudo o que eu já postei aqui... pois bem, é o que temos para hoje!
A música “Que país é esse?” foi escrita em 1978 por Renato Russo, na época vocalista da banda Legião Urbana. Quando escrita, a música foi rejeitada pelo governo militar, sendo publicada anos mais tarde, em 1987.
Foi uma dura crítica ao governo, e continua sendo nos dias de hoje. Mesmo depois de 30 anos, a letra revela que nada mudou, o país continua na mesmice, ironicamente as pessoas que dizem lutar por um país melhor, ainda esperam pelo sistema, permanecemos no terceiro mundo “onde todos acreditam no futuro da nação.”
De acordo com a música, a constituição não é levada em consideração em nenhum aspecto, os direitos e deveres são desrespeitados além da moral e da ética não existirem.
Também não existia liberdade de expressão como garante a constituição, a repressão militar tratava de oprimir e não permitia acesso à informação.
Já na primeira estrofe, conseguimos identificar o claro motivo do país permanecer estagnado, o chamado “jeitinho brasileiro” que fica subentendido na comparação entre favela e senado, que embora haja uma diferença de nível instrutivo, ninguém faz a menor questão de respeitar a constituição.
Insistentemente, Renato Russo tenta tirar a venda dos olhos do povo quanto a questões étnico-sociais quando aborda o Araguaia, o Mato Grosso, o Nordeste, na verdade ele queria apontar o roubo das terras dos índios, a migração, a desapropriação de terra dos índios e negros dando lugar ao plantio da cana-de-açúcar, e é quando surge o movimento sem terra.
Ao afirmar que o Brasil vai ficar rico, ele questiona a venda da mão de obra barata para as multinacionais, a venda da própria terra para os estrangeiros, a venda da cultura por um país norte americanizado.
A velha constituição de 1945, as velhas formas de governar, a falta de interesse pelo povo que luta por esse país, a falta de respeito, de moralidade, de tudo o que era para existir se a constituição fosse levada a sério.
Conforme os parágrafos XLI e XLII, que deveriam servir como garantia de segurança, na época, de nada valiam. Nos subparágrafos existe ainda uma falsa garantia de validade da lei vigente que só ocorre para os poderosos “patrões” já que a funcionalidade e os direitos humanos não vigoram para os oprimidos.
E segue a pergunta: Que país é esse?

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