I Breathing

domingo, outubro 14, 2012

O dia em que eu queria voar...

O dia em que eu queria voar...
Eu tinha dois ou três anos, quatro talvez, não sei dizer ao certo. eu era muito criança, mas mesmo tão pequena, lembro que eu amava o Super Man e meu sonho era um dia voar como ele, ou ser salva e carregada por ele como acontecia sempre com a Lois Lane Jornalista do Planeta Diário.
E todos os dias eu esperava o desenho na televisão, e ficava maravilhada com a força que o Clark Kent parecia ter, que sonho! E que vida era aquela que não me permitia entrar na TV para estar ao lado do meu super-herói favorito?
Teve um dia que eu coloquei uma fralda amarrada ao pescoço e fui para o beiral da casa em que eu morava, tinha uns 5 metros de altura, e eu, tão pequena feito uma minhoca que vai ser engolida por um peixe... na verdade, a altura iria me engolir.
Lembro que eu estava de braços abertos, sentindo o vento no rosto. Sim, eu queria voar. Naquela hora, eu queria ser a Mulher Maravilha, ela também voava e quem sabe poderia conquistar o Clark o ajudando a salvar o mundo, um mundo que poderia estar apenas no começo do fim caso eu pulasse daquele beiral.
Eu ameacei, tentei, mas lá embaixo estava minha tia e minha avó com as mãos estendidas para me pegar caso eu pulasse. Próximo a mim, no meu lado direito, estava minha mãe, ela não conseguia passar pela grade de ferro, pois o tamanho não deixava. Então ela tentava me fazer voltar oferecendo biscoito sem recheio. Qualquer criança que se preze, nunca iria se deixar comprar por um biscoito sem recheio. Eu não atendi.
Continuei na fantasia de voar e quando estava prestes a pular, ela, a intrusa de sonhos, minha mãe conseguiu me agarrar forte num momento de descuido, e nesse dia eu não voei!
Acho que foi daí que veio minha paixão pelo jornalismo, e não depois de grande como eu sempre digo que foi.
Peraí, estou me lembrando, só pode ter sido. Sim, eu sempre quis estar no lugar dela, e foi por isso que ingressei na faculdade de jornalismo... eu na verdade sempre quis ser a Lois, queria ser salva pelo meu Super Man!

sábado, setembro 29, 2012

Cinco meses...

Eu nem cheguei a comentar que iniciei um namoro. Sim, hoje faz cinco meses que estamos juntos, ou quase, se não fosse toda a distância que se instala entre a gente e insiste em ficar inerte. Minha vontade às vezes é de largar tudo e ir ao encontro dele, e fico triste quando chego a imaginar a possibilidade de ficarmos longe por mais tempo. Outras vezes eu fico pensando como isso é possível? E outras, me pego respondendo minhas perguntas!
Foram várias as vezes que ficamos nos fitando de longe, foram várias as olhadas não correspondidas, eu ficava toda sem graça e sem reação. Minha mãe percebeu, minha tia percebeu, minha família inteira percebeu... e eu ali tentando me livrar do olhar das pessoas que riam e comentavam e me faziam sentir uma completa retardada por não aceitar!
E eu lembro que não era necessário mais que um olhar, pois as palavras não cabiam ali "naqueles momentos". E foi apenas uma única conversa que tivemos na escada da igreja, uns cinco minutos talvez... foi a primeira vez que lhe olhei dentro dos olhos e tive a certeza do seu interesse.
Naquele dia, eu tremi toda, dos pés à cabeça, e nem sabia o motivo. Eu não esperava que ele pudesse estar interessado, ou esperava, mas eu não estava. Poderia ficar quem sabe, depois de uns tapas na cara pra acordar! Sim, me fiz acordar e raciocinar para que eu não começasse a sonhar e não viesse quebrar a cara de novo.
Não passou muito tempo e ele sumiu. Tive a certeza de que não era pra ser, me agradeci por não ter me deixado levar, afinal, o momento não era apropriado, não havia muito tempo que eu tinha terminado um relacionamento que me fez sofer demais, e como amar dói. Então eu não me sentia pronta para começar tudo do zero e talvez sofrer outra vez, ou sei lá o que poderia ter acontecido.
Passado algum tempo, ele voltou e eu senti meu corpo reagir a presença daquele estranho, até soltei algo como: - Nossa, quanto tempo? Putz, ele deve me achar uma completa idiota! Foi aí que começaram as olhadelas, essas correspondidas, quando eu já estava disposta a reconhecer e demonstrar que estava ali, pronta para permitir que algo acontecesse... e nesse momento, ele sumiu outra vez.
Definitivamente não era pra ser!!!
Alguns meses depois, eu o encontrei numa rede de relacionamentos, o tal do Facebook, ele comentou a foto do meu primo. Não pensei duas vezes para adicioná-lo, nem me importei com o fato de que eu "nunca" entrava lá. E foi assim, como se o destino tivesse me pregado uma peça, em uma semana eu acho, entrei lá outra vez só porque uma colega do trabalho insistiu muito pra eu adicioná-la, nessa hora eu vi que ele tinha respondido.
Primeiro o pedido: adicionar no MSN, bah, esse eu usava com frequência... primeira conversa: o pedido de namoro as 16h51 do dia 29 de abril de 2012 horário de Brasília, e eu disse sim! Dez dias depois, ele me pediu em casamento... (será que já posso dizer que sou noiva? rsrs) desde então, comemoro sozinha essas datas que fazem algum sentido pra mim!
Ainda que eu assuma que sou grossa, que sou uma ogra, ainda que eu viva repetindo que não gosto de nhem nhem nhem... eu lembro datas. É como inflar o ego, é como fazer com que tudo se torne mais especial! O que eu não gosto é de babação, daquela coisa de querer me obrigar saber as coisas, esquecer faz parte do ser humano, não reconhecer a riqueza de detalhes faz parte do meu eu, mas lembrar datas, bah, isso eu lembro, meu coração insiste em lembrá-las... pelo menos as que me importam.

sábado, agosto 11, 2012

Dia dos Pais... tristeza que se instala aqui!


Postagem que foi para o FB, seguida de uma foto muito mal tirada do livro que estou lendo atualmente e contém a frase entre aspas que segue abaixo. É triste viver este momento, mas não tenho outra escolha...

Amanhã é Dia dos Pais e enquanto muitos se preparam para um almoço, um passeio ou ao menos passar o dia ao lado do pai, outros sentem saudade do pai que se foi.
Sentir falta de um pai que morreu não é fácil, mas é aceitável. Difícil mesmo é saber que seu pai te perdeu no esquecimento!!!
Tenho boas lembranças do meu pai, as ruins eu prefiro não buscar na memória. Peço sempre a Deus que cuide dele, onde quer que esteja.
Contudo, não pude deixar de me atentar no que estava escrito no livro que estou lendo atualmente. Senti uma pontinha de similaridade e creio que isso explica muita coisa pra muita gente!!!
Segue:
“Eu me lembro de tentar fazer coisas de meninos, coisas que eu achava que agradariam a meu pai. Mas sempre tinha aquela terrível sensação de que em vez de fazê-lo se interessar mais por mim, eu o deixava ainda mais desapontado por eu ser uma menina.”

segunda-feira, julho 09, 2012

SANTA NO SOY...


Já fui tachada várias vezes de santinha, de patricinha, de mimada e outras tantas coisas que se eu for listar, vou perder toda a tarde. Já me disseram também que sou misteriosa, que eu me escondo por trás de roupas que estão em desacordo com o que os meus olhos dizem.

Se as minhas atitudes não condizem com o que eu faço, se o meu olhar revela mais do que as minhas palavras, se o meu jeito lhe é conflitante, quero que saiba que eu não me importo nem um pouco. Eu faço a diferença, detesto ser igual a grande maioria que conheço... aceito os meus defeitos, conheço cada um deles e não preciso de ninguém pra me dizer o que devo ou não fazer, e se isso lhe parece hipocresia, eu amo viver como a maior das hipócritas. Não vivo pra tentar agradar ninguém, my dear!

Renovo idéias, reciclo pensamentos, preciso as vezes me manter fora para analisar o que vale ou não à pena... preciso me afastar para estar perto o bastante! Não sou do tipo que fala sem pensar, em tudo há um propósito, nem que este seja aparentemente estranho... é na curva que eu pego o que ficou escondido nas entrelinhas.

Não me confunda com essas menininhas bobas que tem medo de viver. Saiba que não suporto meio-termo, o morno não me agrada, não me ilude e tão pouco me surpreende... intensidade é ítem obrigatório. Na verdade, o morno me cansa a tal ponto, que me consome inteira por dentro e me dá asco. Vômito é a consequência!

Dear, aceite meu lado mulherzinha que chora com a novela das 20h, mas ri alto com filmes de terror. Respeite o meu silêncio, que pode ser mais produtivo que meu estado de euforia e tente entender que vivo em uma eterna intensidade de emoções inexplicáveis...

Entenda também que minha lealdade e fidelidade não significam que estou em suas mãos... isso é apenas um princípio que não descartei por ainda acreditar no ser humano.

Não duvide das minhas promessas, dos meus sonhos infantis e do meu amor... não duvide de nada que saia da minha boca, eu costumo ser bem direta no que eu falo e quero, também costumo levar tudo o que os outros falam ao pé da letra, ainda que isso me coloque em enrascadas.

Confie na minha transparência, sou eternamente explícita... se não gosto, não sou de fazer charme, deixo bem claro o que penso e dá pra ver nos meus olhos e na minha expressão o que me agrada ou não. Sou sincera e vivo exageradamente nos extremos...

Doa em quem doer, meu bem-estar e minha felicidade são colocados em primeiro lugar.

Se depois de me conhecer um pouco melhor e saber o que eu penso, ainda assim decidir falar mal de mim pelas costas, eu vou adorar... é ótimo saber que estou um passo à frente de tanta gente!!!

sexta-feira, julho 06, 2012

TÁ FAZENDO TUDO ERRADO!!!

Fevereiro de 2011, quinta feira, não interessa a data! Chego em casa, ele me joga um beijinho e continua deitado no sofá. Me olha como se quisesse dizer algo, mas não fala nada... já faz tempo que ele está me fitando pra saber qual a minha atitude, eu acho tudo isso uma idiotice. Por mim, ele já deveria ter falado, eu sei o que ele quer, faz tempo que percebi pelo jeito de olhar.
Bom, continuo sentada pensando nas coisas que estão acontecendo na minha vida até que quando eu já estava bem distraída, ele lança: - Tem uma garota na minha, adivinha o nome dela? Bom, pra encurtar a história, ele disse que a guria tinha o meu nome!
Porque cargas d'água ele acha que eu quero saber isso?
Cartão amarelo pro guri, mais uma e ele tá fora do jogo!
Bom, ele ainda tenta continuar o assunto e eu escutando com cara de: muda de assunto cara! Se não bastasse isso, ainda tinha tanta coisa pra resolver na sexta que eu nem tava aí pra conversa, eu queria mais era relaxar.
Troquei de roupa e ele falando alto, como se eu quisesse ouvir aquela palhaçada toda. Meo, o cara tá louco pra ficar comigo, vive jogando indiretinhas e vem tentar me fazer ciúmes... ele tá fazendo tudo errado!
Do nada ele interrompe o assunto e pergunta o que eu quero jantar... what?
-Ah gato, faz qualquer coisa. Eu jamais poderia dizer o que eu gostaria de jantar naquela noite, isso é contra toda regra, toda etiqueta, contra tudo o que eu acredito que eu saiba sobre educação e finesse... kkkk
Bom, não demorou muito pra ele perceber que aquele assunto estava inadequado para o momento. Fez um jantarzinho especial, colocou no prato e me trouxe com todo carinho. Depois do jantar, deitou no meu colo pedindo cafuné e disse que estava muito confuso. Será que eu poderia ajudar o guri a resolver suas questões pessoais?
Acho que sou fria demais quando alguém está tentando me fazer ciúmes... não entendo pq raios eles querem testar minha paciência, todos eles. Depois que eu dou conselhos absurdos, eles me olham com cara de cachorro sem dono, depois que eu dou um passa fora, eles acham que eu sou grossa... bah, vai entender!
Pior que eu continuo sem entender essa atitude idiota de falar que tem outra na parada, se depois de tentar fazer ciúme eles vão dizer a mesma coisa do tipo: - Não é ela que me interessa, tu é a minha musa! Alguém consegue me explicar o que acontece? Acho que perdi parte da história!!!
Tá tudo errado!

segunda-feira, maio 07, 2012

Primeiro Ato!

O destino nos prega muitas peças, construtor de tudo o que ocorre nas nossas vidas ele dá um jeito de arrumar e desarrumar tudo, mas só quando quer!
Certo dia estava eu lá, quietinha, olhando para o nada e pensando em nada quando resolvi dar uma olhadinha na rede, só pra ver se tinha algo novo. Dei de cara com aquela foto velha me olhando, e digo mais, de tão velha, só não tinha teia de aranhas porque a rede é virtual.
Sem mais, o passado veio me cutucar.
Primeiro de um lado, me colocando um nariz vermelho, chegou o maior gozador de todos os tempos, tentando estabelecer contato outra vez. Depois o outro, me calçando os sapatões e pensando que eu vou ser fácil dessa vez, ultrapassando a barreira da sanidade e da falta de vergonha na cara já que conheço a namorada dele. O terceiro trouxe o macacão da própria esposa, ele realmente não sabe com quem está lidando.
Acredito que nenhum deles saiba, caso contrário, já teriam me deixado em paz há muito tempo, não me presto ao papel da outra!
Bom, a peruca veio a galope com o quarto, este por sua vez, achou que seria cômodo manter a amiga colorida ao meu lado. Acho que este é o único que se safa, eu na verdade fui buscar a peruca em mãos. Bem colorida, linda como eu nunca pensei, objeto de desejo de qualquer um na minha situação.
A maquilagem é por minha conta... eu sempre faço esse papel!
No picadeiro da vida, comecei meu show mais uma vez. Pulando de um lado a outro, fazendo o que eu sei fazer bem, o papel da palhaça. Criando situações que buscam a risada no íntimo alheio, atuei sem grande dificuldade, fiz o melhor que pude e ainda ganhei pipocas na cara por não ser aquilo que o público esperava... antes fosse algodão doce!
Precisei fingir que nada daquilo me importava e minhas lágrimas caíram quando a cortina baixou, nem eu sabia, mas era a melhor de todas as palhaças deste picadeiro no meu gran finale.
Atrás do palco, alguém me esperava. Enxugou minhas lágrimas, tirou minha maquiagem, me ajudou trocar de roupa, amarrou meu velho All Star e pediu-me em troca apenas dedicação. Segurou na minha mão e começou a caminhar comigo, me ensinando uma nova profissão, agora faço equilibrismo.
Tento todos os dias caminhar mais longe, eu ainda desequilibro às vezes nessa linha tênue que de um lado encontra-se razão e de outro é pura emoção. Mas o que me importa é que encontrei uma mão que me ampara todas as vezes que estou para cair, me segura quando penso em desistir e sempre aparece quando eu sinto que estou só.
“Que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure!”¹

1- Vinícius de Moraes.

quarta-feira, abril 25, 2012

PRECISO DE MIM!

Sabe aquele momento em que tudo o que a gente precisa é olhar para dentro? Pois bem, eu estava num momento assim, precisando olhar para dentro e tentar descobrir se ainda restava algo de bom alí naquele espaço que agora parecia estar vazio cheio de teias velhas e sujas.
Foi uma análise estranha e nada superficial, mergulhei bem fundo e enxerguei algo nada bom. Era úmido, vazio, tudo fora do lugar. Havia uma goteira que pingava sangue, um quadro com uma foto velha e rabiscada... uma imagem que já tinha sido rasgada e estava cheia de remendos de durex.
Tudo estava sujo, tudo ao contrário, não havia porta nem janela, não havia ventilação.
Olhei para cima e nada vi, e o chão estava inseguro, e a parede cheia de marcas de feridas... percebi que eram as marcas de todas as dores que vivi e também percebi que se eu não arrumasse logo aquele lugar, ele logo estaria inabitável, tão morto quanto as esperanças que eu havia plantado ali.
Só consegui olhar para cima quando limpei aquele lugar, organizei tudo o que eu tinha guardado lá, ou seja, nada, pois eu joguei tudo fora quando ví que já não podia alimentar tanta mentira, tanta vaidade, tanto falso amor!
Voltei para fora de mim e resolvi voar para lugares desconhecidos onde eu deixei de ser protagonista dos filmes de sessão da tarde, onde as mocinhas choram desesperadamente antes de conseguirem um final feliz. Agora eu queria ser a vilã, daria o melhor de mim por este papel. Só seria ruim me dar mal no final, como se fosse diferente de agora!!!