I Breathing

domingo, novembro 28, 2010

Alma APAIXONADA

“Não quero simplesmente interromper a série sobre relacionamentos. Tive uma folga agora, aliás, me dei folga esta tarde e de tanto pensar ocorreu-me essas linhas. Linhas que se multiplicaram entre lágrimas e soluços, entre uma dor imensa e um estágio de insanidade, entre o ser e o deixar de ser. Não costumo fazer mais de uma postagem e nem postar neste horário pois geralmente estou ocupada, mas esta se fez necessária.”

Sou do tipo que ama uma única vez, uma única pessoa, talvez erroneamente, talvez tenha apenas acostumado mal o meu pobre coração. O fato é que amar sem limites é o mesmo que amar esperançosamente algo ilusório. É como amar um tronco de árvore, uma pétala de rosa, uma etiqueta, nunca sabemos o que é o inteiro, amamos a parte, amamos o peso que nos é viável, amamos o incompleto.
Não sou a mesma desde que o conheci, sou qualquer coisa além de mim, mas queria mesmo ser o espaço entre suas respirações, não seria de ti ausência, estaria a todo instante ao teu lado.
Espero ansiosa pela tua caridade de me deixar apenas ser grande observadora tua, apenas para tentar me desapegar do meu eu em ti tão presente. Já não sou apenas eu, agora sou você! Sou tão parte de ti que me esqueço do que ser, me ignoro, não quero ser eu por achar que sou de mim ausente, quero ser parte de algo que me faz bem.
Num piscar retorno a sanidade. Ele chega por trás com um abraço aconchegante e um beijo de tirar o fôlego. Não o amado, o amante. Aquele que diz que pretende me amar pelo resto da minha vida, o que não cansa de repetir que eu fui a melhor coisa que aconteceu em sua vida.
Tento sair pela tangente, fecho o laptop, tento esconder o texto que ainda não foi salvo. E tudo foi em vão, ele, o guri que deveria ter todo o meu amor descobre que minh’alma já é de outro e meu amor pertence aquele a quem ele sempre temeu, o fantasma que habita os sonhos dele.
Não era minha intenção magoá-lo e tento explicar isso, mas é inútil, ele se quer presta atenção em uma única palavra. Sim, eu estava disposta a tentar fazê-lo feliz, ainda que me custasse muito. A gratidão, o respeito, a convivência, tudo iria contribuir, mas ainda assim, isso não é amor. Seria ainda mais difícil com o passar do tempo e creio que o fim foi a melhor opção.
Claro que escrevi o texto depois do choro, da angustia, da fúria, da perda, das dezenas de sentimentos que habitaram entre nós naquele momento. Descobri a necessidade de magoar as pessoas com a verdade antes que elas descubram por si. Entendi que é mais difícil manter uma verdade escondida do que uma mentira. Percebi que o amor visto em todas as formas nem sempre agrada.
Se o amor se transforma em raiva mas nunca se acaba, acabei de ganhar um inimigo!

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