I Breathing

domingo, novembro 07, 2010

Penso, logo...

Pensando, gerúndio do verbo pensar. Ato em andamento, conseqüência passada que se estende ao futuro, “penso, logo não durmo”.
Todos os dias já acordo pensando. Penso, no presente do indicativo, em coisas que são incabíveis a minha maneira pós-moderna e contemporânea de ser.
Lembro que cada um é responsável pelo que acontece no próprio destino que já foi escrito, o que na verdade é um paradoxo em si mesmo.
A vida te dá opções e não te permite culpar ninguém pelas coisas que acontecem, as escolhas são únicas e individuais de cada um e de nada adianta tentar quebrar os paradigmas, ninguém vai entender mesmo.
Penso na mudança do gosto periférico induzido pelo que chamamos de moda, gosto, onda, que garante a liberdade de escolha independente do desconforto alheio.
Sigo pensando que cada vez que tudo resolve mudar, tudo volta a ser como antes, de uma forma adaptada tecnologicamente à realidade temporal.
De tanto pensar não tenho fome, é como se tivesse tomado um tenífugo e resolvido todo o problema da gordura acumulada do meu pensamento.
Hora após hora, sem dormir, penso nos sonhos, nas possibilidades e nos gerúndios utilizados a todo o momento pela falta de leitura em que me encontro.
E quando vão se acabando os pensamentos, acabam-se também as palavras, as escritas, os erros, e tudo acaba.
No momento chamado agora, penso, logo desisto de tentar entender todas as coisas. Penso em coisas que eu queria dizer e em tudo o que eu já disse em noites especialmente boas em que estive junto e longe, perto e ausente.
Penso no que é verdade afinal e no que na verdade devo acreditar.

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