I Breathing

segunda-feira, maio 16, 2011

Não se pode recuperar o tempo...

Nem sei por onde começar já que fiquei tanto tempo ausente. Desta vez não darei desculpas, foi uma ausência proposital, assim como muitas das atitudes que eu tomo. É claro que não posso dizer que premeditei tudo, nem que fiz ou faço tudo de propósito, mas existe um propósito em tudo o que eu costumo fazer.
Por aqui, nada anda como deveria. Imaginem que entrei em devaneio esses dias. Estive lendo muito esses tempos, e conheci pessoas também. As duas amigas novas do trabalho viviam pegando no meu pé, sugerindo que eu me comportasse um pouco mais como uma guria.
Observei aqui e acolá e realmente percebi o quão minhas atitudes são mais masculinas que a de muitos guris e resolvi deixar aflorar em mim a garotinha escondida, o problema é que ela ficou tanto tempo trancada que agora não sabe com agir.
É estranhamente estranho tudo o que têm acontecido. Tive que assumir o papel de provedora do lar e por isso ou além disso, acabei por me fazer mais madura e com menos ares de dondoca, e agora os garotos dizem ter medo de mim. Bom, pelo menos foi isso que ouvi dia desses de um guri lá da igreja.
Tem dias que acordo de tão bom humor que parece até que comi palhacitos no café da manhã. Outros dias porém parece que jogaram jiló no meu café, de tão amarga que estou. Tá, isso é normal para uma pessoa como eu que é visitada pela maldita TPM 20 dias no mês, mas isso não quer dizer que minha cara de brava deva sair por aí assustando todo mundo, afinal, por trás dessa cara de brava, está a sátira em pessoa.
As amigas sempre falam que ao me conhecer não sabiam quanta brincadeira existia em mim. As vezes nem eu sei. O fato é que ser durona foi a forma que encontrei para não me deixar ser atingida, ou pelo menos fingir que não fui atingida pelas voltas e revoltas do mundo.
Estou ao menos tentando mudar enquanto há tempo. Estou tentando ser menos carrancuda e mais amável, menos desligada e mais detalhista, menos intolerante e mais suportável, ser menos homem e mais mulher. Porque na vida se pode recuperar muitas coisas, menos o tempo perdido!

Cadê seus cachos Laurinha?

Curto, comprido, loiros, ruivos, pretos, com luzes e até apliques... é  fato que toda mulher quer ter o cabelo sedoso, bem cuidado, com uma coloração linda e brilhante e totalmente diferente do que aquele cabelo que nasceu com ela.
Vamos chamar nossa personagem de Laura. (Pensamento: As Lauras que me perdoem...)
Laura tinha complexo daquele seu enrolado que particularmente eu achava maravilhoso. Ela desde criança pedia à mãe para ter o cabelo liso, sonho de nascimento. Não se conformava como a irmã poderia ter um liso que ao escorregar os ombros ondulava-se sem pudor e o seu era desde a raiz um miojo como ela mesma descrevia.
A mãe também partilhava de um liso que se ondulava apenas nas pontas. Lindo, bem cuidado, o qual ela mesma cortava. A irmã por sua vez também tinha dessas, Laura via as duas cortarem seus próprios cabelos lindamente e achou que esse fosse o truque para tê-lo liso.
Numa tarde, ela foi ao banheiro em frente ao espelho, puxou o cabelo de um lado e passou a tesoura. Ao colocá-lo para trás, pôde então perceber a burrada que havia cometido. Seu cabelo que até então estava no comprimento do meio das costas, agora estava com um lado na altura dos ombros, enquanto o outro lado permanecia quase intacto.
A vergonha era imensa! Não contou à mãe. Saiu chorando do banheiro. A mãe ao perceber, pediu à irmã que fizesse o trabalho de igualar as pontas. Agora Laura tinha seus cachos chegando ao ombro, num volume tempestuoso. A irmã deixou de ser seu ídolo, a mãe deixou de ser amiga, o mundo estava contra ela e o cabelo mais ainda.
Tantas químicas quantas foram necessárias ela passou naquele cabelo para tê-lo liso, conseguiu apenas disfarçá-lo num esticado, parecia engomado. A solução era a escovação diária das suas mechas que nunca mais passaram dos ombros.
A tintura também fez parte de seu repertório. Fez luzes, pintou de acaju, foi pro marrom e chegou no chocolate. Atualmente o pretinho básico é seu companheiro. O cabelo lindo de miojo nunca mais voltou. Na cabeça ela leva um esticado de mechas que não são soltas como os lisos da mãe e da irmã, seu cabelo é murcho e sem graça.
É como disse Carpinejar em seu blog: “A dureza já encontra seu auge no início. Nem toda mulher quer ser loira, mas toda mulher precisa ser loira. É um pedágio para encontrar a coloração do sonho... Tingindo de amarelo verão, na ânsia de reproduzir os ares praianos de surfista e aventureira, o máximo que conseguirá é cabelo palha de inverno.
A decepção não tem fundo. São quarenta minutos de expectativa frustrada.
Cereja terminará marrom. Após cinco lavagens, torna-se água suja. O preto azulado — que ninguém avisa — dependeria de licitação da Secretaria de Obras. É, essencialmente, piche. Para tirar, apenas cortando.
Conhecerá a maldição de fadas. A dissolução do castelo. Ao adormecer como Marilyn Monroe e seu fulgurante platinado, acordará como Cicciolina em fim de carreira.”
Agora prova que ele não tem razão!

Que país é esse?

Não vou dar desculpas pela ausência, apenas dizer que este texto é totalmente diferente de tudo o que eu já postei aqui... pois bem, é o que temos para hoje!
A música “Que país é esse?” foi escrita em 1978 por Renato Russo, na época vocalista da banda Legião Urbana. Quando escrita, a música foi rejeitada pelo governo militar, sendo publicada anos mais tarde, em 1987.
Foi uma dura crítica ao governo, e continua sendo nos dias de hoje. Mesmo depois de 30 anos, a letra revela que nada mudou, o país continua na mesmice, ironicamente as pessoas que dizem lutar por um país melhor, ainda esperam pelo sistema, permanecemos no terceiro mundo “onde todos acreditam no futuro da nação.”
De acordo com a música, a constituição não é levada em consideração em nenhum aspecto, os direitos e deveres são desrespeitados além da moral e da ética não existirem.
Também não existia liberdade de expressão como garante a constituição, a repressão militar tratava de oprimir e não permitia acesso à informação.
Já na primeira estrofe, conseguimos identificar o claro motivo do país permanecer estagnado, o chamado “jeitinho brasileiro” que fica subentendido na comparação entre favela e senado, que embora haja uma diferença de nível instrutivo, ninguém faz a menor questão de respeitar a constituição.
Insistentemente, Renato Russo tenta tirar a venda dos olhos do povo quanto a questões étnico-sociais quando aborda o Araguaia, o Mato Grosso, o Nordeste, na verdade ele queria apontar o roubo das terras dos índios, a migração, a desapropriação de terra dos índios e negros dando lugar ao plantio da cana-de-açúcar, e é quando surge o movimento sem terra.
Ao afirmar que o Brasil vai ficar rico, ele questiona a venda da mão de obra barata para as multinacionais, a venda da própria terra para os estrangeiros, a venda da cultura por um país norte americanizado.
A velha constituição de 1945, as velhas formas de governar, a falta de interesse pelo povo que luta por esse país, a falta de respeito, de moralidade, de tudo o que era para existir se a constituição fosse levada a sério.
Conforme os parágrafos XLI e XLII, que deveriam servir como garantia de segurança, na época, de nada valiam. Nos subparágrafos existe ainda uma falsa garantia de validade da lei vigente que só ocorre para os poderosos “patrões” já que a funcionalidade e os direitos humanos não vigoram para os oprimidos.
E segue a pergunta: Que país é esse?

segunda-feira, março 28, 2011

O tempo muda tudo de lugar...

Há bem pouco tempo atrás, bem pouco mesmo, eu era completamente apaixonada por um guri que nunca deu a mínima para a minha existência. Eu já havia me declarado três vezes, e três é um número mais que suficiente para qualquer tentativa sobre qualquer assunto.
Foi difícil para eu entender que na verdade quando ele falava comigo, era para estabelecer contato e ter alguém sempre disponível. Foi difícil aceitar que ele brincava com os meus sentimentos quando dizia que não tinha a menor intenção de me magoar.
Após cinco anos e meio de lenga lenga, a ficha caiu!
Na verdade isso só aconteceu porque conheci uma pessoa que supriu tudo o que eu precisava. O gatinho me dava carinho, atenção, fazia mimos, tentava me agradar se mostrando presente e disponível. Não me inveje, isso só não vai acontecer contigo se sua auto-estima estiver lá embaixo, caso contrário, alegria e disposição acabam por atrair ótimas pessoas.
Ele era o homem certo na hora errada, ou o homem errado na hora certa, tanto faz. No fundo eu sempre achei que não era certo ficar com ele, mas não era de um todo errado, ele apenas não correspondia totalmente com o que eu sempre busquei, mas experimentar não seria nenhum sacrifício.
De fato não foi sacrifício para nenhuma das partes, a bebida ajudou a perder um pouco da timidez e o resultado só não foi totalmente satisfatório porque eu não consigo me lembrar de detalhes. Posso apenas dizer que foi uma experiência interessante, bem interessante, e tudo voltou a ser como era.
Com essa experiência, consegui compreender que as coisas só acontecem quando estamos disponíveis e preparados para aceitar as mudanças que o tempo estabelece. Consegui também compreender que quando alguém te quer, nada faz com que essa pessoa fique longe, e quando não te quer, nada a faz ficar perto.
Quanto as desculpas dadas, não tenho raiva, as coisas que acontecem conosco só acontecem pela nossa permissão. Ele dava desculpas e eu as aceitava, como uma cega, surda e muda, não questionava.
Após receber overdose de atenção, carinho e compreensão, pude enxergar que o tempo havia mudado tudo de lugar e eu nunca havia parado pra prestar atenção.
Numa última conversa com o guri, percebi o egoísmo que sempre havia estado ali e o amor que eu sentia não me permitia ver. Egoísmo esse que eu só pude notar depois de ouvir muita gente falar do assunto e depois que eu encontrei alguém que pensou em mim antes de pensar em si mesmo.
Sim, o tempo muda tudo de lugar... até os sentimentos!

terça-feira, março 15, 2011

Quando o coração quer falar...

Vocês devem estar pensando: Nossa, quase um mês e este é o texto? Mas vocês não imaginam o quanto foi difícil voltar a postar aqui com tanta coisa acontecendo. Primeiro o computador pra arruamar, depois a internet que não ajudava e nos últimos dias, uma nostalgia absurda tomou conta do meu ego. Eu sei que isso não é desculpa, mas me afastei de algumas coisas pra tentar resolver outras...

Eu até já tinha um texto pronto, tinha mesmo, mas o que me aconteceu durante essa semana, me chamou atenção de tal forma que eu não poderia deixar de comentar. Existem situações decorrentes que não podemos deixar passar em branco.
Hábitos se alteram, sentimentos se transformam! Essa é a frase de hoje. Ou talvez deva ser: Até o “NÃO” de Deus é perfeito. Ou até uma passagem que me disseram que é de Shakespeare e diz assim:
“Você diz que ama chuva, mas você abre seu guarda chuva quando chove.
Você diz que ama sol, mas você procura um ponto de sombra quando o sol brilha.
Você diz que ama vento, mas você fecha as janelas quando o vento sopra.
É por isso que eu tenho medo, você também diz que me ama.”
Ainda tem uma última frase que também caberia no que estou sentindo: Quando um homem te quer, nada o fará ficar longe. Quando não te quer, nada o fará ficar perto.
Porque estou dizendo tudo isso? A resposta é simples: Não sei!
Esta semana eu me senti tão estranha quanto uma raquete de tênis num jogo de vôlei. É como de uma hora pra outra tivesse acontecido tudo o que eu sempre sonhei e eu simplesmente tivesse largado de mão.
Em todo caso, pude entender tanta coisa! E o cheiro de insenso que sinto agora, tomou conta dos meus sentidos, estou sendo guiada não pela razão como sempre, mas por uma parte de mim que nunca procuro explorar. O fato é que consegui enxergar que:
Eu não sou a mais bonita, nem tenho o mais lindo sorriso, mas ainda assim, sou passível de causar boa impressão.
Eu não me pareço com a Barbie e não tenho todos os requisitos de beleza, mas algumas pessoas gostam de mim justamente como eu sou.
Eu sonho acordada e choro sem precisar de uma razão.
Eu não uso perfume doce e prefiro cabelo preso.
Eu saio de casa sem estar me sentindo bem e tento ser diferente, mas acabo sendo completamente igual.
Eu não entendo português e só eu entendo meu jeito de fazer matemática.
Eu já fui chamada de perfeita e descobri que a perfeição cansa.
Eu já fui a melhor coisa na tarde de alguém, mas não fez disso a melhor coisa para a minha tarde.
Eu posso ser muito querida, mas posso ser insuportável quando eu quero.
Eu já fui a garota dos sonhos de alguém, já fiz juras de amor e já chorei por elas.
Eu conheço muitas pessoas, mas posso contar nos dedos com quem realmente eu posso contar.
Estranho tudo o que escrevi?  Creio que não. Meu coração só está querendo espaço pra dizer que está aberto esperando algo acontecer, o problema é que ele não sabe como dizer.
Mas quando o coração quer falar, a gente tem que parar pra ouvir!!!

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

A viagem - PARTE II

Já começo pedindo desculpas por não econtar antes o restante da minha viagem, que por sinal foi ótima! Acontece que meu pc deu problema e mandei arrumar... por esse motivo, fiquei sem ele por algum tempo, aliás, tempo demais!

Segunda-feira oito e meia da manhã...  levantei, tomei meu café e logo em seguida o primo acordou. Conversamos um pouco e ele me chamou pra sair com ele, ir até a casa de um amigo. Claro que eu aceitei, o que eu menos queria era ficar em casa sem ter o que fazer. Ele já havia preparado a programação do dia, pela manhã íamos na casa de dois amigos, depois íamos almoçar e após o almoço seguiríamos rumo a cachoeira do Mirante.
Pegamos o rumo e fomos pra casa do Juninho que não estava, depois fomos até a casa de um outro que não me recordo o nome e que por sinal também não estava. Fomos então para o restaurante almoçar, o primo é uma ótima companhia, não que a prima não seja, ela é ótima e as conversas são menos restritas, mas ele me faz rir o tempo inteiro e fala bem devagar, é uma belezinha o jeito dele falar.
O passeio da tarde acabou por não dar certo, ele havia feito a inscrição para um curso e ligaram avisando que a palestra sobre o curso seria na parte da tarde. Ele todo sem jeito pediu desculpas, pediu que eu não ficasse brava. Fazer o que né, era a carreira dele ou eu... me sentiria péssima se algo desse errado pra ele!
Na parte da tarde assisti pela 4561789087 vez o filme: Como se fosse a primeira vez, e eu chorei como se eu tivesse assistido pela primeira vez. Ele chegou quando já começava a novela e me carregou pra avenida principal. Tomamos açaí e conversamos um pouco, depois, passamos lá no bordado, ele me deixou lá e foi embora.
Fui pra casa com a prima e os tios, jantamos e saí com a prima novamente. Ficamos pouco porque nada fica aberto até muito tarde, principalmente em plena segunda-feira.
Na terça assim que acordei, o primo já me intimou pra irmos pra cachoeira. Nem titubeei, fui logo colocar o traje de banho e passar o protetor solar. Era o dia da partida, até pensei que era melhor não ir, mas a vontade venceu.
Imaginem que até me aventurei a andar de moto com o Fábio. Nossa, foi MARAVILHOSO!!! Andei na estrada de braços abertos, sentindo a brisa no rosto e nos cabelos... foi uma das melhores sensações da minha vida.
Lá na cachoeira acabei por torcer o pé pela 13561372 vez... (Pensamento: "Isso de torcer o pé já virou rotina!") ele quis voltar, mas o sangue tava quente, dava pra aguentar. Ficamos pouco lá, ele tinha que voltar cedo pra levar a Flá em São José do Rio Pardo. E quase não deu tempo, almoçamos e seguimos pra São José.
Enquanto ela foi pro compromisso dela, ele e eu ficamos andando pela cidade. Conhecemos tudo em dez minutos... em cidade pequena, quando se conhece a igreja que fica na praça da avenida principal, se conhece tudo!
Quando chegamos em casa, meu pé estava completamente inchado. Tive que esquecer a dor e me arrumar com urgência pra não pegar o ônibus muito tarde. A passagem foi emitida as 16h35 para o ônibus das 18h50, não tinha nada para antes disso, a rodoviária estava lotada. Fomos visitar dois casais amigos dos tios nesse meio tempo e cheguei na rodoviária faltando 7 minutos pro ônibus partir.
A volta foi tranquila, dormi quase todo o trajeto. Nunca fui pra tantos lugares em uma só viagem e não me esquecerei tão logo de todos os momentos maravilhosos que passei naquela cidadezinha pacata do interior.
Passagem = R$ 76 - Gastos fora do orçamento = R$ 200 - Matar a saudade da família = R$ NÃO TEM PREÇO!!!

sábado, fevereiro 05, 2011

A viagem - PARTE I


Sou bailarina gira mundo...
 Fiz aquela viagem que há tempos esperava. Nada saiu como o planejado. Por mais que se faça uma viagem para um mesmo lugar, nenhuma é igual a anterior.
Ao sair do trabalho na sexta 21/01, fui encontrar o Oldair, ele tinha uma encomenda para o tio. Só consegui embarcar no ônibus das 17h30. A poltrona de numero 27 demarcava o local do desespero que duraria quatro longas horas. A janela me permitia ver o trânsito tranqüilo, ao contrário da pista do outro lado da Marginal. A maioria das pessoas preferem a praia.
Pois bem, sempre gostei de ser do contra, segui rumo ao interior de Sampa, já divisa com Minas Gerais. A família me esperava, a viagem havia sido combinada desde o mês anterior.
Cheguei às 21h30 na rodoviária de São João da Boa Vista. Como pegamos chuva intensa na parada em Campinas, a viagem acabou por atrasar. Meu desespero era visível, aliás, toda e qualquer emoção que eu sinto é visível em meu semblante, sou um poço de espontaneidade e sinceridade, nada passa despercebido.
Não preguei os olhos durante todo o trajeto, e não foi por falta de vontade. Sentado na poltrona atrás de mim, havia um senhor que falava mais que o homem da cobra e finalmente quando decidiu calar-se, como num transe ele dormiu e roncou mais que um porco velho antes do abate.
Foi a viagem mais longa e chata e cansativa que já fiz, não vou me esquecer deste episódio tão logo!
Os tios foram me buscar na rodoviária... agora sim a viagem começou.
Quando chegamos na casa nova, a prima Flávia me deu um longo abraço, naquele momento senti que um abraço preenche qualquer vazio de saudade, mesmo que ela volte a existir. O primo não estava, imagine que quando eu vou vê-lo, ele vem pra SP!!!
Sábado pela manhã, fomos pra loja deles que faz bordados pra toda a cidade e região. “Merchandising Barato”. Fiquei por lá pouco tempo, mas o suficiente pra voltar pra casa cansada da monotonia daquele lugar que eu ansiava para retornar, sempre e cada vez mais.
Resolvemos ir dar uma volta na avenida, a prima e eu. Bebi dois dedinhos de uma bebida lá que vou te contar. Tomamos um açaí e andamos mais. Ficamos conversando um bom tempo até que voltamos. O primo tava lá, deitado no colchão no chão da sala, acreditem que ele cedeu a própria cama pra mim! A saudade era gigante, conversamos muito, até as 3h da madrugada. Baqueados de sono, eu fui para o quarto e o deixei dormir já que a manhã seguinte prometia ser agitada.
Fomos pra Poços de Caldas no domingo pela manhã, passeamos no Morro dos Macacos e na Fonte dos Amores. Conheci a fonte de águas termais que sai água quente e tem cheiro de enxofre, fica no meio da praça em Poços.
Lá, fomos num restaurante e a comida ficou conversando comigo a tarde inteira. Quando voltamos pra São João, a cabeça já estava latejando, eu precisava fazer a comida conversar com o vaso na maior urgência... foi o que fiz!
Tomei um efervescente e fui dormir um pouco. Quando acordei, a prima Lilian estava lá com o namorado, o Miltinho. Conversamos bem pouco já que o namorado da prima precisava deixá-la em casa antes de partir rumo a cidade vizinha onde ele mora.
Lá não era feriado! Definitivamente eu ficaria naquela pacata cidade sem ter o que fazer!

domingo, janeiro 30, 2011

Teorias de mesa de bar.

Semana passada eu viajei e estava disposta a contar aqui detalhes de uma viagem super agitada. Não houve postagem porque o computador estava com problemas e eu pra variar deixei o lap top em casa. (Pensamento: “Sempre deixo em casa o acessório que mais faz falta!”). O motivo por não falar nada sobre a viagem, é que ontem, ao sair com algumas amigas, começamos a conversar sobre romantismo, pessoas certas, e outras coisas.
Descobri que me julgam uma destruidora de corações, quase uma monstra apenas pelo meu jeito de falar sobre a vida. Descobri que elas nunca pensaram que eu sou uma pessoa romântica e que não sei agir com romantismo, como já expliquei tantas vezes.
Fato é que eu comecei a analisar minhas atitudes e percebi que meu pensamento mais feminino e romântico ainda é um estilo meio masculino de encarar a vida.
Eu sofro como menina, mas não demonstro. Me ponho forte como um guri que nunca se feriu pelo amor, pelo menos é essa a idéia atual que as amigas têm de mim.
Também, capaz né, elas nunca me viram chorar por algo que não seja uma nota baixa, uma barata vindo na minha direção ou uma discussão com alguém que pensei ser amigo (a). Elas nunca me viram com cara de coração apertado por não receber o telefonema do namorado que prometeu que ligaria, nunca me viram falar com empolgação do carinha que conheci semana passada por mais de duas semanas.
As vezes, as pessoas pensam que tenho um coração de pedra!
Conversei com o Ricardo esses dias, ele tá tentando me enrolar outra vez só pra ver se estou disponível pra ele. Bom, isso não vem ao caso. O que vem ao caso é que ele disse que tenho ouvido muito funk. Acho que quer dizer que perdi minha concepção de amor e felicidade, ou de príncipe encantado que ele imaginava que eu tinha só porque me declarei pra ele.
Esse ideal realmente não carrego. Um dia no passado, ele foi corrompido e perdi toda minha esperança de encontrar o “amor!”, ou quase.
Não é difícil me entender. Tenho os mesmos sentimentos que qualquer pessoa. Me apaixono, amo e tenho desejos. O Ricardo sabe que eu o amo, só acho que não acredita. O que ele não sabe, é que o fato de eu o amar, não muda minha vida. Eu já me apaixonei por outros caras sem deixar de pensar nele um dia se quer. Outra coisa que ele não sabe, é que não estou disponível pra ele todo o tempo, já que ele não quer, estou saindo com um guri.
Acredito não ter culpa por ser a pessoa que sou, já que sou a mesma de sempre. Sei que às vezes minhas atitudes são impensadas e que falo muita coisa que não deveria, mas também acredito que as pessoas nunca conheceram que sou.
E mais uma vez eu devo admitir que: “Muitos sabem quem eu sou, mas poucos sabem quem sou eu!”
Ah, e o que falar sobre estar disponível ou não? Não estou disponível, só quando me interessa!

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Ausência de sentimento e inspiração...

Estou num momento que tenho lampejos de frases, de idéias, explosões minúsculas de sentimentos pragmáticos, mas que duram pouco. Não consigo expressá-los, as palavras somem, os textos não saem, as idéias não evoluem. Estou num momento em que a ausência de sentimento constante me prende e me afoga num processo de incompreensão e cansaço de corpo, mente e alma.
Creio estar desconcertada nas palavras, nas idéias e a ausência de sentimentos me persegue dia e noite. Imagine que as 03h da madrugada ainda não tive idéia sobre o que postar. Antes não era assim, meus textos sempre estavam prontos por volta das 02h.
Larguei tudo pela metade, fui tentar dormir em seguida. O sono só chegou pelas 05h da madrugada. Literalmente a frase de uma música do Cazuza: “O mundo inteiro acordar e a gente dormir...” sim, a gente. Eu estava acompanhada por ela, que me alegra e me dá o conforto que preciso quando preciso, a Camii estava comigo. A amiga, a companheira das insanidades, estávamos juntas e felizes depois de quase um ano sem nos vermos.
Foi lindo! Conversamos muito, colocamos a fofoca em dia, ou quase. Até dividimos a mesma idéia, hahahahaha... não posso contar a idéia que compartilhamos.
Quando conheci a Camii, pensei que ela fosse uma chata. Olhei e vi uma patricinha com voz de criança mimada. Ela disse que viu em mim uma chata, uma filhinha de papai metida e com cara de brava. (Pensamento: Porque todos acham que tenho cara de brava? / Deixa pra lá.)
A primeira vez que sentamos juntas para lanchar foi um tédio. Ela pediu pra sentar-se ao meu lado, lembro-me como se fosse agora. Mal trocamos duas frases e foi empatia a primeira vista. Não desgrudamos mais.
Descobri uma amizade sincera e mágica, percebi que a antipatia que eu pensava existir na verdade não existia. Antipatia era um sentimento ausente, distante da gente. O mais engraçado é que toda a nossa estória de vida é muito parecida.
Na época vivíamos amores incompreendidos, descobrimos que nascemos no mesmo mês, aliás, ela faz aniversário apenas 1 dia depois de mim. Também tínhamos um cachorro de nome Freddy e o meu sumiu ano passado assim como o dela. Toda a nossa vida tem uma sincronia incomensurável, difícil de desperceber.
A antipatia primaria deu espaço à uma amizade que têm atravessado os anos. As chatices individuais são facilmente percebidas e superadas. Somos mais que iguais, somos diferentes numa particularidade singular como os pólos. De tão parecidas não somos nem de longe possíveis de sermos comparadas. E eu que pensei que meu sentimento de amizade por ela não ia durar...
Sentimentos que não duram, permanecem por toda uma vida!

sábado, janeiro 08, 2011

Sobre relacionamentos: BONUS TRACK

Antes de tudo, preciso dizer que este texto foi escrito pelo meu amigo Paulo. Ele me mandou quando viu minha série sobre relacionamentos e resolvi posta-lo aqui como uma visão masculina das coisas. O texto dele na minha concepção é um tanto machista e pode não dar certo, mas não me culpem caso decidam usar as táticas do meu amigo, ele é o criador, todas as opiniões aqui expressas são da total responsabilidade do idealizador! rs... Ele agiu como colaborador do blog ao me deixar publicar seu texto. (Pensamento: Se não fosse meu amigo, levaria um chute de perder o ar!)

BALAda? Tô dentro.   Por Paulo Alves Silva.
 Balada hoje em dia virou sinônimo de paquera. Está cada vez mais fácil encontrar homens e mulheres que vão pra balada em busca de um relacionamento. Não que seja assim para todas as pessoas, mas é assim para a grande maioria.
Impressionante também é o numero de pessoas com dificuldade para se relacionar, principalmente numa balada, mas calma se você é uma dessas pessoas, você não é de outro mundo.
Você chega a uma balada e vê aquela mulher linda, super gata, e sente vontade de conhecê-la, mas na hora H, você “TRAVA”. E ai vem imediatamente na sua cabeça: ela é muito gata nunca, vai querer nada comigo.
Quem disse isso pra você meu amigo? Isso é o seu cérebro, que quer criar uma barreira para proteger você de algum constrangimento, você tem que entender que isso é só um jogo.
Tenha uma boa postura e sempre uma vibe positiva. Procure se informar sobre o que está acontecendo no mundo, ela pode ser uma pessoa bem informada. Leia livros, revistas e muito cuidado com as gírias. Não seja orgulhoso isso pode te atrapalhar um pouco, apenas seja firme e objetivo meu caro, e assim com certeza terá êxito em suas investidas, pois é isso que elas querem.
Procure conversar com mulheres, em que você não tem nenhum interesse, isso vai reduzir a sua timidez com elas.
Marque um cinema ou um chopp com os amigos e amigas do seu curso, faculdade, trabalho, tente influenciar na conversa, participe e seja um cara com personalidade, exponha as suas idéias, de sua opinião, isso vai te ajudar a se soltar um pouco mais.
Quando chegar à balada, estude um pouco o local, veja quais opções você tem. Não seja um cara limitado tipo: vou chegar na loira por que a beleza dela é inferior, então tenho mais chances com ela. Você tem que escolher o que você quer.
Quando você achar aquela mulher atraente, procure um ponto em comum, repare se ela dança ou se esta tomando algum drink. Aborde ela pela frente, com um oi e um sorriso no rosto, nessa hora você tem que ser firme e convincente. Deixe bem claro para ela que quer conhecê-la, que achou legal a forma que ela dançar, de repente ela tem alguma historia sobre uma vez que foi convidada para algum concurso. Se ela não dançar procure outro ponto que chame atenção nela, mas não elogie diretamente.
EX: se ela tem os olhos bonitos, elogie o olhar dela, e não os olhos. (seja diferente)
Seja provocante, não fale sobre a beleza dela, ela vai querer saber por que você não esta falando o mesmo que os outros caras. Mostre algo que chame atenção em você, e se ela comentar conte alguma historia sobre isso, dê ênfase em alguns pontos mais interessantes, para chamar mais atenção e deixe ela participar da historia, mas seja breve, ninguém vai querer te escutar durante duas horas, e você também não tem muito tempo.
Aos poucos provoque, e deixe algum espaço para ela, falar sobre, se ela fizer o mesmo, é um ótimo sinal e você esta começando a se dar bem no jogo, mas não tem nenhum ponto marcado ainda. Da forma que a conversa for ficando interessante, se aproxime um pouco mais dela, mostre que você esta ali, ela pode ficar um pouco sem reação, mas isso é normal, se ela for receptiva ao seu toque ela logo vai se sentir confortável, assim você logo vai sentir um curto espaço de tempo em que você deve ser firme e finalizar um ponto do jogo. O BEIJO.
Mas atenção, suas atitudes podem variar dependendo do tipo de balada que você estiver.
Se for uma rave, você tem que usar mais a sua linguagem corporal, em uma boate mostre como você é descolado (isso não quer dizer aparecer), se você estiver em um pagodinho o som já não é tão alto e fica mais fácil para ela escutar você, em uma micareta o seu espaço de tempo é muito mais curto, por isso, você tem que ser convincente e determinado, vai ter a chance de usar um pouco mais o contato físico, pois as mulheres estão mais soltas, isso não quer dizer que você tem que chegar agarrando como a maioria, isso é coisa de quem não tem argumento, e também vocês acham mesmo que uma mulher linda com conteúdo vai querer ficar com um cara que chega agarrando ela?
Ah mas eu já vi vários caras se dando bem assim com mulheres lindas?! rsrs
Tudo bem, mas é diferente você ter pegada e chegar agarrando, a pegada pode não parecer, mas ela tem um longo processo, vai de um sinal que a mulher da para o homem, até o jeito que ele olha para ela e mostra presença, isso faz com que ela se sinta atraída por ele, ficando mais receptiva ao toque.
Os caras assim são o que os conquistadores chamam de “Ronaldinho” da paquera rs . Todos podem ser um conquistador nato, basta praticar e entender um pouco mais do que as mulheres estão querendo.
Meu amigo pode acreditar elas dizem só de olhar para você, as vezes dizem muito mais que com palavras, o grande problema é que muitos homens não percebem isso.
Lembre-se que para se tornar um conquistador você tem que praticar, por isso freqüente diversos bares,
baladas, pubs etc. Freqüente diversos lugares, xaveque bastante, mas sem perder o fair play.
Caia matando nelas por que é isso que elas querem.
PS:Se por acaso, ela te rejeitar, você vai perceber antes mesmo de tentar “o ponto”. Saia bem da situação,  diga que foi um prazer e que espera revê-la uma próxima vez (não revide).
Voltando ao caso das baladas, procure ir com amigos, pois no caso de suas investidas não darem certo, pelo menos você terá com quem conversar e curtir o resto da "NIGHT". E não vá só com o interesse de pegar várias garotas na mesma noite, você vai querer provar o que com isso? Saiba que ninguém é melhor do que ninguém, e que muitos outros estarão com o mesmo objetivo que o seu, ou seja, você terá adversários, no bom sentido é claro.
Então não mostre a mulher que  você é um idiota e só queria um beijo e partir pra próxima. (A NÃO SER QUE ELA TENHA O MESMO OBJETIVO ) isso você vai perceber, seja na conversa ou se for apenas uma troca de olhares e rolar o beijo.
E por favor, não use cantadas RIDICULAS achando que vai conseguir alguma coisa, e se você usar, bom, fazer o que né, isso pode até arrancar o sorriso de algumas, mas será somente isso meu amigo e dê se por satisfeito.
Tem casos raros que algum desconhecido por ai até se da bem, mas não tente ser um desses sortudos ok....
Espero que de alguma forma essas dicas possam te ajudar, ou pelo menos te incentivar a ter alguma iniciativa. Nunca se esqueça da criatividade pois isso é fundamental. Seja único, e nunca passe seu telefone para uma garota. Se você realmente curtiu a garota, peça o dela, mostre que é você que está no comando e faça com que ela queira matar as saudades, se é que você me entende...
OBS: se por acaso rolar o famoso algo a mais, please use "CAMISINHA" hehe OK.......

domingo, janeiro 02, 2011

Feliz Ano Novo... Feliz Vida Velha!!!

JAZ AQUI, VALENTE 2010, BRAVO ANO DE GRANDES CONQUISTAS. DEU TREZENTOS E SESSENTA E CINCO DIAS DE VIDA E DESFALECEU DEIXANDO 2011 ENCARRECADO DE CUMPRIR ALGUMAS TAREFAS, DENTRE ELAS, A PRINCIPAL É MELHORAR O MUNDO... DESCANSE EM PAZ, FICA CONOSCO A LEMBRANÇA E A SAUDADE!
Primeiro de janeiro de dois mil e onze, vinte e três horas e quarenta e sete minutos. Estou eu na sala da casa velha e vazia, pensando e olhando para o nada que enxergo na tela apagada. A TV não me chama a atenção necessária, ela está desligada, mas ainda assim olho na direção dela tentando encontrar algo que me distraia da minha vida.
Aqui, vivi momentos agradáveis e ao mesmo tempo chorei por inúmeras coisas que me fizeram sentir dor. Aqui, pensei e repensei minha vida e entrei num martírio infindável também. Aqui, encontrei portas e janelas abertas para o meu mundo de idéias e fantasias, foi aqui, nesta sala velha, neste sofá rasgado, que jurei não mais deixar o tempo passar vago, e é aqui o antro da minha escrita e inspiração.
Os quatro cantos são distantes, mas me apertam. Não sou do tamanho que todos vêem, sou do tamanho do que acredito por isso não consigo caber em espaço limitado por paredes. É aqui que penso em tudo o que eu gostaria de escrever e fazer e dizer e ser, é aqui e só aqui que encontro a inspiração que me falta para alcançar a sétima nota, o sétimo parágrafo, a sétima alegria, mas nunca o sétimo céu!
Pensei em várias mensagens para o próximo ano, frases que inspirassem alegria, determinação, confiança, garra, otimismo, felicidade e amor, mas em todas elas encontrei um vazio gigante de sentimento. Não aprendi a expor o sentimento em palavras, ainda me restrinjo, minha escrita é primária, minha poesia é rasgada, meu caderno é velho como a dor que vive no meu peito, apertando e fazendo doer a alma.
Eu tentei desejar tudo de mais precioso que uma pessoa possa ter, mas entendi que por mais que eu deseje nada vai acontecer se a pessoa ficar parada esperando tudo cair do céu.
Os momentos ficaram, 2010 foi enterrado, e com ele, todo o emaranhado de situações agora jaz.
Fiz uma lista de inutilidades como objetivos para 2011. Se conseguir alcançar metade dela, será de grande valia. Dentre todas as coisas, o que eu mais queria era conseguir seguir os conselhos que saio distribuindo para tanta gente.
Chegou 2011, chegou o ano que todos esperavam. Com ele, renovam-se todas as esperanças velhas, e tudo volta a ser como antes. É o que eu nunca entendo, porque as pessoas criam tantas expectativas para o próximo ano e não mudam de atitude para que realmente tudo seja diferente? Porque as pessoas esperam tanto de um ano se sabem que ele só vai mudar se for feito algo para mudar?
Com a chegada do novo ano renovei minha página de escritas, renovei meu figurino, meus gostos e tudo continua como antes. Vou renovar meu amor e continuar amando a mesma pessoa até que chegue um outro alguém. Vou renovar apenas o que eu quiser, porque tudo só se renova a partir das nossas escolhas, a partir de uma busca do eu interior para realmente encontrarmos o que queremos que seja diferente.
Novo mesmo só o número do ano. Nem as expectativas são novas, a gente recicla tudo, até a esperança.
Feliz Ano Novo. Feliz Mesma Escolha. Feliz Vida Velha!